Covid-19 impacta o mercado de venture capital, mas abre nova frente de inovação

Como vimos o COVID 19 não restringiu seus malefícios à saúde das pessoas, mas também resultou em duas quedas históricas da bolsa de valores, em 10 de 12 de março, sendo que ambas as quedas somaram uma desvalorização dos papeis da bolsa de valores aproximadas a 21%.

Esses impactos não se limitaram ao Brasil, mas alastraram-se para Europa e Estados Unidos. No caso doméstico, o nosso governo acabou por reduzir a expectativa de crescimento do PIB de 2,4% para 2,1%, demonstrando o reflexo da pandemia nas prospecções de crescimento do país.

Com isso chegamos ao mercado de venture capital ou capital de risco, os qual começou o ano bem aquecido, mas recebeu um banho de água fria com o crescimento do impacto causado pela pandemia. Como podem ser notados em diversos levantamento o mercado de venture movimentou no começo de nosso ano aproximados U$D 300 milhões de dólares, contudo, com o avanço da pandemia os últimos meses alcançaram a ínfima marca de US$ 9 milhões movimentados nesse mercado.

Rodadas de investimento também foram drasticamente reduzidas, conforme o Distrito Dataminer, março computou apenas 10 rodadas, representando uma queda de aproximadamente 47% em relação aos meses anteriores. Como pode ser notado o cenário não é o mais promissor para as Start ups.

Como bem sabemos as Startups normalmente nascem com um modelo de negócio em teste, tendo um budget contato e com uma estratégia de queimar caixa para conquistar mercado e validar sua ideia e mais para frente obter investimentos de fundos ou investidores anjos e escalonar seu negócio. Com a crise sanitária atual, os fundos não estão buscando novos investimento, tendo em vista, que assim como o mercado estão bem retraídos. Portanto, o momento é de cautela para essas empresas.

Entretanto, para aquelas Start ups que desenvolvam soluções à situação atual, ainda existem formas de alcançar investimento. Demandas por inovações nas rotinas, soluções de saúde e manutenção do bem estar social não param de surgir, abrindo uma oportunidade para os empreendedores. A FAPESP, por exemplo, pretende disponibilizar R$ 30 milhões para acelerar e financiar startups que estejam desenvolvendo soluções ao coronavirus, já o SENAI em parceria com a EMBRAPII e a ABDI pretendem abrir um edital disponibilizando até R$ 20 milhões para os selecionados que tragam soluções que ajudem na resolução da crise. O Governo Brasileiro também pretende abrir uma chamada pública, destinadas a pesquisadores, empresas publicas e privadas que desenvolvam soluções que impliquem em criação de novos métodos de diagnóstico, tratamento e interrupção da transmissão no país do coronavírus, onde serão disponibilizados até R$ 50 milhões aos selecionados.

RAVI PETRELLI PACIORNIK