Os impactos do coronavírus nas startups

A pandemia do coronavírus, além de já ter causado milhares de mortes no mundo inteiro, tem causado também fortes impactos na economia global. As medidas de isolamento social, recomendadas como forma de evitar o contágio para um número maior de pessoas, acabaram afetando diretamente as atividades comerciais de diversas empresas. Este cenário econômico é ainda mais crítico para as startups, que muitas vezes não dispõem de fluxo de caixa suficiente para manter as operações sem receita por muito tempo.

Algumas startups brasileiras já anunciaram demissões e reduções de equipe, como medidas para cortar os custos. Este é o caso, por exemplo, da startup MaxMilhas, que trabalha com o modelo de intermediação de compra e venda de pontos em programas de fidelidade das companhias aéreas. Com o drástico impacto do coronavírus no setor de aviação, algumas empresas do setor estão reduzindo suas atividades em 90%, o que também afetou a startup. A
empresa que tinha em torno de 400 funcionários antes da crise, teve de reduzir em 42% a quantidade de profissionais em sua equipe. O presidente executivo da startup, Max Oliveira, comentou, através de suas redes sociais, que a decisão de demitir provocou "o dia mais difícil de sua vida".
Outra startup que precisou realizar demissões foi o unicórnio Gympass, que oferece um serviço para conectar profissionais de empresas à uma rede de academias. A empresa foi afetada pelo fechamento das academias em meio à quarentena, o que levou a um grande número de cancelamentos do serviço por parte dos seus usuários. A empresa não divulgou o número de demissões, mas afirmou que "precisou de mudanças para cortar custos".
O banco digital C6 Bank também precisou desligar por volta de 60 profissionais dentro do seu time de quase mil pessoas. Segundo comunicado da empresa, foram feitos "ajustes em áreas por conta da parada na economia", em áreas como marketing e comercial. Contudo, a empresa também afirmou que segue fazendo contratações para profissionais das áreas de tecnologia e operações.

Por conta dos impactos do Covid-19, importantes fundos de venture capital com atuação no país voltam os olhos para os seus portfolios e preveem, ao menos no curto prazo, uma redução nos investimentos em startups. “Estamos trabalhando para ter certeza que as nossas empresas estão preservando caixa”, afirmou Paulo Passoni, sócio do Softbank na América Latina. O Softbank chegou a região em Abril de 2019 e já investiu cerca de US$ 2 bilhões em 20
startups, como QuintoAndar, Loggi e Vtex.
Para os fundos de investimentos, ajudar as startups a superarem este momento delicado da economia não é o único desafio. Michael Nicklas, sócio da Valor Capital, fundo que já investiu em startups como GuiaBolso e Loft, afirma que estão trabalhando com outros fundos para captar recursos e fornecer pelo menos 18 meses de fôlego para algumas de suas empresas. “Mas também temos visto companhias que estão aproveitando as oportunidades que a crise
traz”, afirmou Nicklas.
O cofundador da Monashees, outra pioneira do venture capital no País, Eric Acher também destacou que algumas de suas startups da área de e-commerce estão crescendo absurdamente. Ele aponta outro ponto positivo para as startups locais diante da crise: a resiliência. “É bom lembrar que muitas dessas empresas foram criadas durante a pior recessão vivida pelo Brasil.”

Fato é que as startups terão de se adaptar à esta nova realidade, onde as perspectivas que apontavam para recordes em resultados das startups em 2020, mudaram totalmente. O jogo agora é outro e ainda não sabemos exatamente quais serão as novas regras. Mas, levarão vantagem no jogo as startups que conseguirem manter seus negócios, usando principalmente a agilidade e a resiliência para superar estes momentos difíceis.

Fontes:
https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/inovacao/startups-brasileiras-fazem-demissoes-por-conta-do-coronavirus,fd0da4db91279dfc22e419caa786f91as9j6kdn4.html
https://neofeed.com.br/blog/home/fundos-de-venture-capital-avisam-e-hora-de-segurar-aportese-de-preservar-o-portfolio


Diretor Artificial – A Inteligência Artificial em cargos executivos das empresas

Diretor Artificial – A Inteligência Artificial em cargos executivos das empresas

Em 2017 uma empresa chamada Deep Knowledge Ventures, sediada em Hong Kong chamou a atenção ao conferir um cargo executivo com poder decisório sobre o risco de falência que sofria à época a um algoritmo conhecido com o Vital (Validating Investment Tool for Advancing Life Sciences). No fim, o algoritmo teria sido crucial na tomada de decisões, evitando a falência do fundo.
A DKV não foi a primeira empresa a usar a IA como uma ferramenta de tomada de decisão - muitos fundos multimercado e bancos de investimento já adotavam essa prática, embora sem anúncios públicos.
Porém, a partir de então algumas questões vieram à tona: O Direito está pronto para lidar com as implicações de ter Inteligência Artificial no processo de tomada de decisão de uma empresa? Será que a IA pode substituir um Diretor da empresa? Compor o conselho de administração? Terá voto no conselho?
A IA tem muitas ferramentas e técnicas que as empresas podem implementar, é claro, mas a questão é que ela também é capaz, parcialmente em alguns casos e totalmente em outros, de tomar decisões sem os seres humanos. E, tendo em vista que as ações em empresas são tomadas pelo seu conselho de administração, a conclusão é que a IA poderia não somente apoiar, mas também substituir os diretores.
Mas por que ir ao extremo de dar um assento à IA quando, teoricamente, o conselho poderia apenas consultar as avaliações algorítmicas para fundamentar suas decisões? Por vários aspectos incluindo tempo, lealdade e acesso à informação.
Ao contrário de um humano, um diretor de IA pode ser imparcial, e um potencial fator de desempate (ou melhor, um agente desempatador) de discordâncias entre membros humanos do Conselho, e é livre de ambição e de interesses pessoais.
Além disso um diretor de IA pode processar grandes quantidades de informações sobre a empresa e o ambiente de negócios para tomar boas decisões sobre questões como a demanda futura dos produtos da empresa ou se a empresa deve expandir, etc. Em um conselho híbrido, tanto com humanos quanto com IA, a IA poderia fornecer aos acionistas, assim como a outros diretores, uma análise mais objetiva de todos os fatores que envolvem a tomada de decisão.
E, como os diretores têm tempo limitado para estudar os detalhes, e acabam se concentrando normalmente em orientar a empresa em torno de questões maiores, e não de questões granulares – o que não significa que a supervisão de alto nível fornecida pelos diretores humanos não seja importante - certamente uma empresa pode ir bem mais longe quando pode contar com a supervisão de IA, sofisticada, e que tem capacidade de monitorar de forma independente as metas definidas e até equilibrar os interesses concorrentes em um nível mais matizado.
Mas, de uma perspectiva jurídica toda essa questão fica um pouco mais complicada. Será que a legislação societária atual está pronta para a nomeação de uma IA como diretor? Certamente que não.
A IA não é, pelo menos hoje, uma entidade jurídica que pode estar sujeita a direitos e obrigações. Porém, num futuro talvez não tão distante (embora soe um pouco estranho) pode ser que ela seja assim considerada: um sujeito de direito, com direitos e obrigações. E, sendo assim ela poderia assumir as obrigações de um diretor, assim como outros sujeitos de direito (como pessoas jurídicas/ empresas) em algumas jurisdições.
Talvez contemplemos um período de IA como uma ferramenta de suporte antes de começarmos a pensar nela como um diretor autônomo. Mais cedo ou mais tarde, porém, devemos abordar essas questões e como elas afetarão o Direito Societário como o conhecemos.

Isadora Savazzi Rizzi


Covid-19: A crise econômica e as startups

A pandemia causada pelo coronavírus (COVID-19) já mostrou que vai multo além de uma mera questão de saúde pública, provocando incertezas e disseminando previsões catastróficas para a economia não só brasileira como também em âmbito global.

Foi pensando em tudo isso que, com a colaboração dos nossos parceiros do escritório Trajano Neto e Paciornik Advogados, elaboramos o presente material, trazendo algumas dicas às startups e aos empresários em geral, focando nos aspectos trabalhistas e tributários, e compilando as medidas adotadas pelos governos Federal, Estadual e Municipal, nessas áreas, para enfrentamento da crise provocada pela pandemia do COVID-19. As medidas adotadas pelo governo não são voltadas especificamente às startups, mas muitas delas podem impactar ou ser aproveitadas por elas, especialmente aquelas direcionadas a micro e pequenas empresas.

Esta é a nossa contribuição com todos vocês, para que possam se manter informados sem perder muito tempo, focando em seus negócios. Estamos juntos e estamos certos de que juntos enfrentarmos e vencermos quaisquer dificuldades que surjam no caminho.

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Covid-19: O cisne negro e as startups

A pandemia causada pelo coronavírus (COVID-19) já mostrou que vai multo além de uma mera questão de saúde pública, provocando incertezas e disseminando previsões catastróficas para a economia não só brasileira como também em âmbito global. E se este novo cenário tem provocado drásticas mudanças na forma de atuação e na organização das empresas mais tradicionais, para as startups isso não deve ser diferente.

Como acontece naturalmente em cenários de grandes mudanças, surgem também grandes oportunidades de desenvolvimento de soluções para os novos desafios que se apresentam. E em uma situação como esta que estamos vivendo, na qual a tecnologia se torna um meio indispensável para lidar com a necessidade vital de isolamento social, as startups, que tem a tecnologia e a inovação em seu DNA, estão um passo à frente das empresas mais tradicionais. Mas não é sobre essas oportunidades que queremos falar aqui, neste momento (aliás, recentemente publicamos no nosso site um artigo que trata justamente deste assunto – vale a pena conferir). Nosso objetivo aqui é  refletir sobre as dificuldades e desafios que estão por vir.

Transferir os colaboradores da empresa para o sistema home office é uma medida muito fácil para a grande maioria das startups, ainda que a necessidade de mudar o modelo de gestão à distância desta equipe possa estar tirando o sono de alguns CEOs. O uso de ferramentas de videoconferência (Hangout, Zoom, Whereby, Skype, etc.), que para muitas pessoas e empresas tradicionais tem demandado um novo e difícil aprendizado, já é algo natural no mundo das startups. Mas os desafios que estão por vir são muito maiores do que estes. Sem a intenção de fazer um exercício de “futurologia”, nem tampouco prescrever a “receita do sucesso”, o que queremos é propor uma reflexão sobre o que as startups podem esperar, nos próximos tempos, e apontar alguns pontos de atenção essenciais para que essa crise seja superada.

O primeiro e mais importante recado foi dado já no início do mês de Março por, nada mais nada menos, do que a Sequoia Capital, uma das maiores empresas de capital de risco de todo o mundo. O fundo que ajudou a erguer o Vale do Silício, tendo investido em mais de 250 empresas desde sua fundação, na década de 70, (dentre elas as maiores empresas de tecnologia do mundo – Apple, Google, Oracle, PayPal e MUITAS outras, e inclusive a NuBank, aqui no Brasil), deixou clara sua mensagem: reavaliem todas as estratégias e suposições sobre seu negócio.

Em uma carta endereçada aos fundadores e CEOs das suas investidas, a Sequoia chama o coronavírus de “Cisne Negro de 2020”, fazendo uma alusão à teoria criada pelo matemático e filósofo Nassim Taleb, que faz referência a um evento “fora da curva”, extremamente raro e totalmente inesperado, que provoca impactos significativos e em larga escala. A carta, aliás, lembra outro comunicado (intitulado “R.I.P Good Times” – Descansem em Paz, Bons Tempos) também enviado pela Sequoia à sua rede em 2008, em meio à Crise Econômica Global que provocou o colapso de diversas empresas em todo o mundo.

Mas voltando ao alerta feito pela Sequoia, quando se fala em reavaliar toda a estratégia e os pressupostos sobre os quais se funda o negócio, alguns aspectos merecem especial atenção em razão das circunstâncias que envolvem  a atual crise.

O primeiro destaque diz respeito à Captação de Investimentos. Muitas startups, hoje, tem toda a sua estratégia de crescimento baseada em sucessivos rounds de captação de investimentos, seja uma captação direta, ou mesmo por meio de programas de aceleração ou inovação aberta promovidos por empresas. Esta dinâmica certamente irá mudar. Conforme já aconteceu anteriormente (em 2000, por exemplo, após o “estouro da Bolha da Internet”, ou em 2009, após a Crise Econômica Global)), as oportunidades de financiamento privado, investimentos a fundo perdido e captação de capital de risco, que estavam tão em alta nos últimos tempos, devem ser significativamente reduzidas. Assim, é imprescindível que as startups repensem o seu planejamento de crescimento, talvez adiantando uma tendência que já vinha ganhando força recentemente, de maior foco em lucratividade ao invés de crescimento a um custo alto.

Nesta mesma linha, outras questões que devem ser revistas, e que estão intrinsecamente ligadas entre si são: Dinheiro Disponível e Burn Rate. O planejamento financeiro (especialmente dos gastos) feito com base no dinheiro atualmente disponível e nas expectativas de entrada de recursos nos próximos períodos certamente vai ser afetado. É lógico que algumas startups que fornecem soluções específicas para enfrentamento da crise devem ter um impacto financeiro positivo. No entanto, para os demais (grande maioria), o cenário não é animador. A Projeção de Vendas deve igualmente ser revista, uma vez que é esperável que os consumidores revejam suas prioridades de gastos e investimentos (impactando tanto negócios B2B quanto B2C). Em função disto, um planejamento de custos mais rigoroso e conservador é medida essencial para quem quer sobreviver a este período de dificuldades.

E é natural que como reflexo deste novo planejamento financeiro outros pontos delicados da operação das startups também seja afetado. Um bom exemplo são as verbas destinadas a investimento em marketing, uma vez que diante das incertezas econômicas e na captação de investimentos, os custos de aquisição de clientes e seu valor ao longo do tempo serão afetados, e, portanto, novas expectativas de retorno do investimento em marketing também deverão ser levadas em consideração ao analisar sua viabilidade das ações. Outro aspecto impactado também será o tamanho da equipe e, aqui, as decisões e estratégias devem ser ponderadas com ainda mais responsabilidade, uma vez que a crise não afeta apenas a empresa, mas o mercado e a população como um todo, e os colaboradores da startup não ficam fora desta dinâmica. O momento desafiador para todos também é uma ótima oportunidade para melhorar o engajamento, senso de pertencimento e o aumento da produtividade.

Ainda não temos plena noção de quanto tempo essa crise de saúde pública irá durar (e menos ainda os reflexos econômicos decorrentes dela), portanto, é muito importante que as startups refaçam seu planejamento dentro de um cenário de dificuldades a longo prazo.

Mas nossa intenção ao trazer esses assuntos à discussão não é assumirmos a postura de “mensageiros do caos”, pintando um cenário sombrio e assustador, mas sim fazermos um alerta. Alerta para que as startups que pretendem continuar resolvendo os problemas do mundo com suas ideias inovadoras se preparem bem e sobrevivam a esse momento de dificuldade, que não é o primeiro e certamente não será o último. E com isso em mente, encerramos destacando um pensamento trazido também pela Sequoia, citando Darwin: “Aqueles que sobrevivem não são os mais fortes ou mais inteligentes, mas os mais adaptáveis às mudanças”. Vamos nos adaptar.

Rafael Simião

 


Inovação em tempos de crise

A palavra crise em chinês, "wēijī", combina os caracteres das palavras “perigo” e “oportunidade”. Contudo, os especialistas no idioma chinês sugerem que jī, em wēijī, significa "ponto crucial, crítico", e não "oportunidade". De qualquer maneira, esta definição da palavra crise tem sido muito utilizada em palestras e discursos motivacionais e se mostra relevante diante da crise atual que estamos vivenciando.
A maneira como os chineses têm conseguido inovar para superar as adversidades deve ser observada, servindo de exemplo para todos nós.

Porter Erisman trabalhava como VP no Alibaba, um grupo de empresas de tecnologia com sede em Hangzhou, China. Ele conta que em 2003, sua equipe precisou ser isolada em quarentena, por suspeitas de estarem contaminadas com o vírus SARS. Naquela época, a cidade de Hangzhou foi o epicentro da epidemia do vírus SARS na China.
Ao invés de ficarem paralisados e em pânico, a equipe do Alibaba não só conseguiu sobreviver, como saiu fortalecida depois da crise do SARS. Mesmo com os profissionais trabalhando em home office, a liderança da empresa conseguiu enxergar as oportunidades. Como as pessoas precisavam de coisas não podiam sair de casa para comprar, em 10 de Maio de 2003, eles identificaram como solucionar este problema, lançando uma nova plataforma de e-commerce chamada Taobao. Atualmente o Taobao é o maior site de e-commerce do mundo.

Durante o início desta crise atual do Coronavírus, vimos como os chineses conseguiram realizar a construção de dois hospitais, com mil leitos cada, em apenas dez dias. Isso só foi possível por conta do processo inovador de construção, em que cada parte do edifício é pré-fabricada separadamente e depois montada no local, minimizando o tempo para finalização das obras.
Já no campo da inovação na medicina, o Alibaba desenvolveu um algoritmo de inteligência artificial, capaz de diagnosticar os casos de Coronavírus com 96% de assertividade analisando exames de tomografia. O processamento deste algoritmo dura 20 segundos para dar um diagnóstico, já um médico demora pelo menos 20 minutos para analisar os exames e ter uma avaliação menos assertiva.
Outra área que teve uma grande evolução foi a educação, apoiada pelas ferramentas de videoconferência. Plataformas como WeChat Work, WeLink (Huawei), DingTalk (Alibaba) e Cotovia (ByteDance), entre outras, tiveram que ampliar a capacidade de participantes online para permitir que a educação não parasse, mesmo com o isolamento de professores e alunos. Milhares de alunos e professores descobriram como usar a internet para realizar suas aulas online e continuarem estudando.

Aqui no Brasil, muitas empresas se recusavam a adotar o home office, pois não achavam que este tipo de trabalho poderia ser produtivo. De um dia para o outro, estas empresas se viram obrigadas a implantar o home office, por causa das medidas para evitar a propagação do vírus. Muitas pessoas criticavam também as relações de trabalho dos entregadores da chamada "gig economy". Porém, nesta época de isolamento estão usando os aplicativos de entrega para comprar comida sem sair de casa.

A reflexão que devemos fazer neste momento é a seguinte, será que ao invés de apenas reclamarmos, não poderíamos tentar achar soluções para as causas das reclamações?
Ainda não sabemos quanto tempo esta crise irá durar, nem quais serão os seus impactos. Mas acredito que serão os empreendedores que nos ajudarão a superá-la, encarando os perigos e enxergando as oportunidades para solucionar os problemas que estamos por enfrentar.

Thiago Souza dos Santos

Referências:
https://www.businessinsider.com/how-alibaba-survived-2003-sars-crisis-under-jack-ma-2020-3

https://www.startse.com/noticia/ecossistema/o-levante-da-china-como-inovar-em-tempos-de-crise


Inovação como meio de prevenção ao desabastecimento em meio a crise sanitária

Uma nova startup paranaense ajuda os varejistas a realizarem a reposição de suas prateleiras possibilitando, assim, um maior abastecimento do comercio varejista.

O aplicativo Anthor, funciona como uma plataforma que conecta usuários e estabelecimentos varejistas, proporcionando que os utilizadores do aplicativo acessem as demandas para reposição das gôndolas dos mercados.
O espeça ocupado pela empresa soluciona um antigo problema dos comerciantes varejistas, a reposição inteligente e em tempo real das gôndolas de supermercado. Como elenca a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) essa gestão deficitária representa uma perda de 13,5% de faturamento dos mercados, o que pode ser claramente diminuído em face do funcionamento regular do APP.

Em meio a crise sanitária que estamos vivendo em face do coronavírus é possível visualizar o APP como uma forma de prevenir o desabastecimento. Como visto em diversas localidades do país, os mercados sofreram com desabastecimento em virtude de compras realizadas pelos consumidores com o intuito de estocagem. Dessa forma, ao invés dos mercados terem de buscar fornecedores que também estão abarrotados com o desabastecimento e dificuldade de reposição, o APP proporciona uma grande capilaridade e pode representar uma solução muito benéfica aos consumidores e ao momento que passa o país, evitando maiores crises de abastecimento.

Ravi Petrelli Paciornik


Pandemia Digital

Diante de todas as incertezas que a pandemia do COVID-19 tem causado nas empresas e negócios de todo o mundo, uma, em especial, tem chacoalhado os advogados em nosso país. E não deveria. Não, não estamos falando da suspensão de prazos processuais. A grande preocupação que tem tirado o sono de muitos é: Será que estou preparado para administrar meu escritório remotamente?
Que podemos trabalhar à distância, ninguém tem dúvidas (ou pelo menos não deveria ter). Agora, será que estamos realmente preparados para tal? Preparados não apenas do ponto de vista de estrutura (notebooks, softwares, suporte de TI, segurança de rede, etc.), mas também, e principalmente, do ponto de vista comportamental.
A correria dos últimos dias pode ter resolvido a primeira parte deste problema, e agora, conforme se acompanha pelas mídias sociais, a grande maioria dos escritórios de advocacia está funcionando em regime de Home Office. No entanto, o restante e, talvez, maior desafio, esteja em conseguir construir a cultura do Home Office entre os colaboradores sem atrapalhar o andamento do negócio e, ainda por cima, à distância. Isto somente aumenta a responsabilidade neste tempo em que contato físico já não é mais opção e a transformação digital, que antes era meta, passou automaticamente à categoria de necessidade vital.
Enquanto muitos negócios investiram tempo para desenvolver uma maior proximidade e empatia com os clientes em uma realidade já tecnológica, o mundo jurídico preferiu focar em estreitar o contato humano físico, acreditando que este é o único contato humano possível ou, pelo menos, efetivo.
Nas nossas vidas pessoais vivemos um mundo cada vez mais Smart (SmartPhones, SmartWatches, SmartTVs...), mas nos escritórios e empresas o departamento jurídico continua relutando para aceitar essas transformações. A negação da tecnologia muitas vezes é justificada em razão das deficiências que ela apresenta ou dos problemas que ainda não resolve. Mas ao invés de investirmos tempo para ajudar a superar estas questões e melhorar a tecnologia, nos distanciamos ainda mais, “perdendo” o compasso da evolução tecnológica para depois termos que nos adequar “na marra”, quando já não temos outra saída.
A reunião presencial com a equipe é sempre é a melhor opção? O valor transmitido ao cliente realmente é maior quando o atendemos em nosso escritório? Ou seria tudo isso mais um pouco do tradicionalismo que faz muitos advogados não saírem de casa sem seu terno e gravata, acreditando que assim estão resguardando sua imagem e respeito profissional? Estes são questionamentos que nem sempre fazemos em nosso dia a dia, mas que neste momento inevitavelmente virão à tona.
O fato é que vamos enxergar, de uma vez por todas, que um dos principais objetivos da tecnologia é aproximar e possibilitar conexões que muitas vezes não são possíveis sem seu auxílio. Sem o contato humano físico, a tecnologia é o único elo que nos conecta, e quando começarmos a usá-la para criar mais empatia, aí sim sairemos desta crise mais fortes e mudados, com a esperança de que o futuro seja mais promissor.

Rafael Simião


Isadora Rizzi, jurada no Rocket da RPC

Nesta semana nossa Head de Legal, Isadora Rizzi, participou como jurada do Rocket, um reality show de empreendedorismo e inovação promovido pela RPC, e deu algumas dicas jurídicas para startups.

Confira o vídeo com todos os detalhes em:
https://gshow.globo.com/RPC/realities/rocket-startup/noticia/cuidado-com-a-captacao-de-dados-alerta-izadora-rizzi-sobre-o-uso-de-informacoes-de-terceiros-em-startups.ghtml


Home Office Time

Como não podia ser diferente em meio a essa pandemia que estamos vivendo, nossa principal prioridade é a saúde e a segurança de todos os nossos colaboradores. Nos sentimos também no dever e responsabilidade de apoiar nossas comunidades, aqueles que são vulneráveis e os profissionais de saúde que estão na linha de frente.
Portanto, comunicamos que nós do Bluejack, entre outras providências, estamos dando continuidade às nossas atividades normalmente, porém em regime de home office.
Estamos atendendo em todos os nossos canais de contato (e-mail, calls, aplicativos de mensagens instantâneas, redes sociais, etc.).
Permanecemos otimistas e acreditamos que, se cada um exercer seu papel, conseguiremos superar esse desafio o mais rápido possível!

Atenciosamente

Blue Jack


Coronavirus, Home Office, e a Brecha para Crimes Cibernéticos

Aspectos aos quais escritórios de advocacia e empresas precisam estar atentos para minimizar os riscos de crimes cibernéticos e manter seus dados e de seus clientes a salvo em época de trabalho remoto.

Muitas empresas, determinadas a proteger seus colaboradores e minimizar os impactos do COVID-19, estão estabelecendo políticas de home office e distanciamento social para que seus funcionários passem a trabalhar por via remota durante esse período incerto. Contudo é necessário calcular e prevenir possíveis riscos que tal medida pode acarretar a empresas e escritórios de advocacia que, por não estarem preparados, podem se tornar vítimas de ataques cibernéticos.
Não é nenhuma novidade que utilizar-se do caos e do medo coletivo é um modus operandi bem conhecido de criminal hacking. De acordo com o blog de cybersecurity ThreatPost, e-mails com o tema do Coronavirus estão sendo enviados para funcionários de empresas em todo o mundo com convites para seminários online sobre a doença, supostamente promovidos pela própria empresa, e links de suposto acesso a conteúdo informativo.
Mapas fraudulentos de surtos do Coronavirus estão sendo usados para atrair vítimas despreparadas para malwares; e documentos com o tema do COVID-19 em formato PDF e Word utilizados como isca para implantar ferramentas de acesso remoto (RAT), cópia de clipboard, keyloggers, ferramentas de captura de desktop e uma série de malwares nos computadores de usuários desavisados.
E, conforme a força de trabalho se distancia das empresas em direção a suas casas, o risco de ataques que se utilizam dos acessos remotos aumenta. Criminosos miram nos colaboradores para roubar suas credenciais de acesso à rede privada virtual e aos bastidores da empresa, o que lhes garante acesso legítimo aos sistemas internos.
Isso os favorece porque, embora de perto haja nítida diferença entra a atuação legítima de um colaborador e a do criminoso que se passa por ele, a olho nu, esses acessos normalmente passam despercebidos, e só são descobertos quando seus efeitos vem à tona.
Porém há algumas medidas, controles e práticas que podem (e devem) ser consideradas pelas empresas para minimizar os riscos e proteger seus próprios dados e de seus clientes a salvo, a fim de permitir seus times a trabalhar de casa de forma segura:
• Manter os funcionários informados acerca de golpes, phishing e sites fraudulentos com roupagem do Coronavirus;
• Recomendar que seus funcionários não trabalhem em espaços públicos, onde pessoas estranhas possam ver suas telas ou ter acesso ao seu conteúdo; bem como que não utilizem hotspots públicos, e prefiram redes de wifi protegidas por senha;
• O que parece óbvio - manter todos os computadores protegidos com senhas;
• Utilizar um VPN para proteger acessos remotos;
• Determinar que os funcionários utilizem autenticação multifatorial para acessar a rede privada da empresa;
• Desabilitar ou suspender as funções administrativas de usuários - as que possibilitam a criação de outros usuários por exemplo;
• Fortalecer o Endpoint – segurança voltada para dispositivos e não limitada apenas à rede;
• Caso permitido que os funcionários utilizem seus próprios dispositivos, considerar limitar o acesso a sistemas específicos da empresa.
A transformação digital por si só já propõe – e há um certo tempo – a realidade de forças de trabalho distribuídas, trabalhos remotos, conexões globais, decisões e processos guiados por inteligência artificial – e tantas outras mudanças que só tendem a aumentar em velocidade e complexidade.
Porém, fato é que grande parte das empresas ainda não está preparada para isso, e foi pega de surpresa com a necessidade de mandar seus colaboradores pra casa. Como todos os desastres, o Coronavirus vai passar, mas podemos nos utilizar desse evento para entender se estamos preparados para a realidade de transformação digital que já vivemos, e, se não estivermos, como uma oportunidade de nos ajustar.

Isadora Rizzi